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Alterar hábitos alimentares após os 60 anos pode prevenir doenças
 

Anemia, hipertensão, prisão de ventre, osteoporose, diabetes, doenças cardiovasculares. Esses são apenas alguns dos problemas de saúde que podem ser prevenidos e melhorados com o auxílio de uma boa alimentação. Quem já passou dos 60 e até agora não se preocupou com isso pode aproveitar este momento para começar. "Conforme envelhecemos, ocorre perda da massa muscular, o metabolismo diminui e há mais facilidade para acumular gordura. Quem come mal fica com tendência a ter mais gordura abdominal. Corrigir a alimentação, mesmo que seja na terceira idade, ajuda muito", diz a nutricionista Maura Corá Gomes, membro do Genuti (Grupo de Estudos de Nutrição na Terceira Idade). Segundo a especialista, é preciso driblar um problema que afeta muitos idosos, principalmente os que moram sozinhos: o desinteresse pela alimentação. "Muitos acabam ficando no café com leite e pão com manteiga em vez de fazer uma refeição mais rica", alerta. Mesmo quem já se alimenta de forma saudável deve ficar atento à ingestão de cálcio. Devido à maior perda de massa óssea, principalmente em mulheres que passaram pela menopausa, as quantidades recomendadas para quem tem mais de 50 anos aumentam de 1 g para 1,2 g por dia --o equivalente a quatro copos e meio de leite (ou de iogurte, ou uma fatia de queijo). Comer alimentos ricos em ferro, como carne vermelha, também é importante: nos idosos, diminui a produção pelo estômago de uma substância chamada fator intrínseco, o que reduz a absorção desse micronutriente. Fora isso, as recomendações não mudam muito em relação às de outras faixas etárias: manter uma dieta rica em frutas, verduras e legumes e pobre em frituras e doces, fazer várias refeições mais leves por dia e beber bastante água são algumas orientações. Na prática, pode não ser fácil, principalmente para quem já está acostumado a um tipo de alimentação por muitos anos. A dica, então, é fazer as mudanças aos poucos. "Principalmente nessa idade, a dieta não pode ser muito restritiva. É importante mudar gradativamente e indicar substituições em vez de retiradas radicais. Se a pessoa toma leite, indicamos o leite desnatado. Quem come muita manteiga pode trocá-la por margarina sem gordura trans", afirma Celso Cukier, nutrólogo do hospital São Luiz e autor do livro "Nutrição na Terceira Idade" (ed. Sarvier). Para ele, é preciso ajustar a dieta ao estilo de vida, e não o contrário. Os especialistas lembram que, na maturidade, é preciso levar em conta certos fatores que afetam a escolha alimentar. Muitas medicações, por exemplo, podem interferir na salivação, diminuir o apetite ou alterar o gosto dos alimentos. Alterações de mastigação e deglutição também são comuns.

 
Fonte: FLÁVIA MANTOVANI da Folha de S.Paulo
Data: 23/7/2007
 
 

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